FELIZ 2010!

CRESCER É COMPARTILHAR


"Suas manhãs irão chegar, uma a uma...E você prossegue...Sua vida, sua conduta, suas confusões...Suas alegrias, suas tristezas, estados passageiros...Se olhar para traz verá quantas coisas já foram vividas. Quanto já chorou, quanto já sorriu, quanto já amou, quanto já se enfureceu...Quanto já ganhou, quanto já pareceu perder... Quanto cresceu!E, aos poucos, em seu curso, verá que os milagres estão presentes no dia a dia.Um pouco de amor aquele que precisa, e saber ter o amor em seu coração.Um pouco de compreensão aquele que necessita, e poderá compreender melhor a si próprio.Dar é receber.Este ciclo é o ciclo da vida, onde se aprende que crescer é compartilhar, que viver com amor é dar amor, que viver em paz é dar paz.Desfrute dessa condição, ela foi feita para que você perceba a importância do compartilhar.Seja como as manhãs que acolhem a sua presença, compartilhando as suas cores, os seus ares, a sua leveza, o seu trabalho, para que 2010 seja realmente lindo!"


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

VIDA DE FRANÇOISE DOLTO


Françoise Marette nasceu em Paris em 1908. Pertencia a uma família de engenheiros – logo homens – com uma boa situação econômica. Ela era a quarta filha de uma família de sete irmãos (duas meninas e cinco meninos).

Desde seu nascimento, parece haver estado marcada pelas ambigüidades advindas da sua originalidade e ao mesmo tempo marginalidade. Filha de uma família tradicional Parisiense, ela se rebelou contra as idéias conservadoras de sua época, tornando-se médica e psicanalista.

Durante a sua primeira infância, nem tudo foram rosas. F. Marette sofreu muito a incompreensão dos adultos: “me perguntava como, havendo sido pequenos e havendo se feito maiores, os adultos podiam ser tão estranhos, já que tinham filhos. E me dizia a mim mesma: ‘Quando eu for maior, tratarei de recordar da minha própria infância, e com isso refletir como se é desde pequeno’”.

Essas vivências dolorosas aguçaram sua capacidade de sempre interrogar e promover entre si e os outros, uma comunicação marcada pela sinceridade – essa sinceridade que apareceu anos depois nas rádios francesas e que a tornaram muito popular.

Com idade de 11 anos, na véspera de sua primeira comunhão, sua mãe lhe pediu que rezasse para salvar sua irmã, que havia contraído um câncer ósseo. Sua morte provocou uma reação terrível em sua mãe que fez a Françoise totalmente responsável, lamentando inclusive que ela sequer viva em lugar de sua filha predileta.
A irmã maior morre. Ela era a preferida de sua mãe. A mãe passa a culpar Dolto: Como você pode continuar vivendo? Por que partiu sua irmã e não você? Conseqüências psíquicas em Dolto: Torna-se um ser em busca de uma redenção (perdão) e sempre se desculpa e pede que a desculpem por viver.

Depois de ter concluído o curso de Bacharelado – contra mesmo à vontade de sua mãe - F. Marette teve que esperar sete anos antes de começar seu maior sonho: ser médica. Ela deu sua vez e foi cuidar do seu irmão pequeno Philippe.

Mas em 1930 obteve apoio de sua mãe e concluiu o curso de Enfermagem. Começou sua carreira de Medicina quando tinha 23 anos.

Em 1934 iniciou uma análise com R. Laforgue, em parte por causa de seus conflitos com a mãe.

Em 1942, Françoise se casa com Boris Dolto, um doutor em reumatologia. Boris era tão revolucionário e inovador como Françoise e se lhe considera uma figura chave na evolução da fisioterapia. Aberto de mente e moderno, Boris compartilhou com entusiasmo a carreira intelectual de sua mulher de igual forma que esta se apaixona pelas descobertas de seu marido. Tiveram três filhos: Jean-Chrysostome, Grégoire e Catherine.

Fazia parte do círculo de analistas de Jacques Lacan, onde compartilhavam talento, carisma e um desgosto pelas instituições de rigidez teóricas. Desde 1953, Dolto e Lacan trabalharam conjuntamente, num movimento psicanalítico francês, pelo estabelecimento psicanalítico "internacional".

Em 1939 foi eleita membro da Sociedade Psicanalítica de Paris; desligou-se em 1959, no momento da primeira cisão, para fundar, com, com Lacan e Lagache e outros a Sociedade Francesa de Psicanálise. Excluída da Associação Internacional de Psicanálise, tal como Lacan, juntou-se a este na École Freudienne, mantendo ao mesmo tempo uma total independência em relação a ele, no tocante tanto à sua prática quanto a suas teorias.

Dolto teve maior influência e interesse junto às crianças e a educação delas de um modo geral e especialmente a escolar formal oficial. Desenvolveu um aspecto da Psicanálise com enfoque psicopedagógico e de educação popular.

Estava interessada em utilizar a Psicanálise para melhorar a vida diária de pais e crianças. Algo do tipo: Idéias psicanalíticas para a vida cotidiana. Dolto teve maior influência e interesse com crianças e na educação.

A partir de 1967, Dolto respondia as perguntas direto dos ouvintes grandes e pequenos da emissora Europa Uno sob o pseudônimo de Doutora X. Esta emissão de radio atraiu muito público porém apesar disto a psicanalista não quis prosseguir com o experimento principalmente porque o diálogo ficava interrompido devido às necessidades de uma emissão direta e da publicidade.

Em 1976 aceitou fazer outro programa na emissora France Inter chamado "Quando o bebê aparece". O programa foi um grande êxito rotundo e a origem de sua fama entre o público francês.

A combinação de espiritualidade, empatia, e um talento para conversas diretas junto ao público, fez-lhe muito popular dentro da cultura psicanalítica francesa.

Em 1979, acompanhada de uma equipe pequena, Dolto fundou a "Casa Verde" um lugar de socialização precoce onde as crianças desde o seu nascimento até os três ou quatro anos, acompanhadas de seus pais ou avôs, são atendidas por uma equipe de acolhida de três pessoas uma das quais é psicanalista.

Dolto faleceu em 1988, deixando trabalhos de dimensões internacionais, mais de dois milhões de cópias de livros vendidos.

Pensamento de FRANÇOISE DOLTO


Uma das principais contribuições de Françoise Dolto foi a de reconhecer a criança, desde a mais tenra idade, como um sujeito de si mesma, de acordo com a psicanálise, que considera o paciente como sujeito de seus desejos inconscientes. "Nosso papel como psicanalista, dizia, não é o de desejar algo para alguém, mas de ser aquele graças a quem ele pode chegar até seu desejo".

Como médica que desenvolveu uma cura analítica, ela escutava portanto pessoas de verdade, considerando que as crianças de um ano dispõem, à sua maneira, de uma plena inteligência das coisas. Ao fazer isso, ela as retirava do status social de infantes, etimologicamente os que não têm direito à palavra. "É escandaloso para o adulto, dizia ainda, que o ser humano no estágio da infância seja seu igual".

F. Dolto não se baseou só na teoria psicanalítica para o tratamento de crianças e adultos. Ela desenvolveu uma teoria do desenvolvimento uma teoria pessoal em torno a conceitos chave, como as noções de:

- sujeito;
- linguagem;
- desejo;
- corpo.

Sua concepção de pessoa passa por algumas categorias:

- Ser de alteridade – sempre necessito do outro para ser e vir a ser.
- Alteridade leva à tolerância.
- Direitos da criança.
- Deveres dos adultos.

Dolto descobriu que uma palavra dirigida a um recém-nascido que ainda não fala pode ter efeitos terapêuticos. Foi por isso que sempre sugeriu aos pais que falassem com a criança de tudo o que lhes dissesse respeito, de "falar a verdade", desde o seu nascimento. Um dos grandes legados de Dolto foi mostrar a importância das palavras ditas às crianças e diante delas. Afirma a necessidade, em todas as circunstâncias, do falar à criança. Mostra que freqüentemente é no corpo e por meio dele que a criança expressa o que, às vezes, não consegue dizer de outra maneira.
Para Françoise Dolto, a concepção é um encontro a três e não apenas a dois: "Sozinha, cada criança se dá a vida pelo desejo de viver." O feto está em comunicação inconsciente com a mãe.

Os estados emocionais desta, assim como os acontecimentos que ocorrerem, marcam a sua vida psicológica.

Os fundamentos de seu pensamento educativo se aproximam aos dos métodos ativos propugnados por psicólogos como C. Freinet, ou por psicanalistas como A. Adler ou A. S. Neill.

Também desenvolveu a noção de "castrações simbolígenas" como estágios necessários na evolução infantil. A medida que o desejo se vai organizando, não pode satisfazer-se sempre da mesma maneira; para a saúde da criança em sua constituição psíquica esta forma de satisfação deve mudar de objeto. O processo por meio do qual se dão estes câmbios de objeto se chama castrações simbolígenas.

A noção de castração em Françoise Dolto não é a mesma do complexo de castração de Freud. Não se trata de uma ameaça ou de uma fantasia de mutilação peniana, mas de uma privação, de um desmame real e simbólico, concernente a um objeto até então eroticamente investido e que, um dia, tem que ser proibido. Assim, passa-se de um objeto parcial para outro, de um modo de atividades e relações para um outro modo, mais elaborado.

"A palavra castração, em psicanálise, dá conta do processo que se realiza no ser humano quando um outro ser humano lhe expressa que a realização de seu desejo, sob a forma que ele gostaria de dar-lhe, é proibida por Lei" (Dolto, 1984)

O desejo sempre deve conhecer um tempo de satisfação e um de proibição, porém logo deve haver uma mudança de linguagem, quer dizer deve haver sublimação. Françoise Dolto descreve o desenvolvimento da criança como uma série de "castrações": umbilical com o nascimento, oral com o desmame, anal quando começa a andar e aprender a usar o banheiro. A cada vez, a criança deve separar-se de um mundo para se abrir a um mundo novo.

À medida que a criança avança em seu desenvolvimento, vai passando por distintas castrações:

- Castração umbilical.
- Castração oral.
- Castração anal.
- Castração especular.
- Castração fálica.
- Castração Edípica.

Cada uma dessas castrações é uma espécie de provação da qual a criança sai mais crescida e humanizada.

“Pela conquista da disciplina esfincteriana, a criança descobre, pois, a noção do seu poder, da sua propriedade privada: os seus excrementos, que ela oferece ou não” (Dolto, 1977).

Estas castrações são tanto mais humanizantes quanto melhor informada está a criança da submissão dos adultos a estas mesmas proibições. A isto se deve também, segundo ela, que as crianças tenham a intuição com a qual são capazes de reconhecer os adultos com os impulsos arcaicos mal castrados.

Dolto escreve: "Não é bom que a criança, sob o pretexto de deixá-la desenvolver-se livremente, não encontre nunca resistência; é necessário que choque com outros desejos que não os seus, correspondentes a outras idades diferentes da sua".

No Prefácio do livro “A Primeira Entrevista em Psicanálise”, Françoise Dolto expressa que:

“...o sujeito é efetivamente criativo e não apenas submisso às exigências dos adultos, se ele se encontra em comunicação lingüística, verbal, afetiva e psicomotora da sua idade com o seu meio social, se esta ao abrigo de tensões internas, livres, pelo menos nos seus pensamentos e juízos, da dependência do desejo de outrem, se está à vontade no trato com os companheiros de ambos os sexos da sua geração, apto a amar e a ser amado, apto a comunicar os seus sentimentos, apto a enfrentar as frustrações e as dificuldades cotidianas de todas as espécies sem se descompensar, em suma, se ele mostra uma elasticidade caracterial e mímica que caracteriza a saúde mental”.

Segundo Dolto, “o tratamento psicanalítico do bebê permite, antes de tudo, contar-lhe a origem da ruptura, pôr em palavras o que ele está vivendo e que não é verbalizado e provoca uma falha no processo de simbolização que se expressa, num primeiro momento, através do sintoma.

As palavras são dirigidas diretamente a ele, designam-no como sujeito e oferecem-lhe a possibilidade de habitar seu corpo: não se trata de consolar e muito menos reparar, mas de simbolizar o sofrimento reordenando a história, de modo que a criança tenha assegurada sua identidade através de sua origem e possa assumir as suas prerrogativas de sujeito . Não se trata de tocar a criança, mas sim de apenas falar com ela”.

Dolto fazia sessões com bebês que eram assistidas por psicanalistas adultos. Desejava que os psicanalistas dessem continuidade a esta prática.

Para Dolto, o fato capital que assinala a ruptura com o estado da infância é a possibilidade de se dissociar a vida imaginária da realidade, o sonho das relações reais.

Dolto faz a seguinte consideração acerca de filhos de pais separados:

“A verdadeira solução é os pais, responsáveis pela vida de uma criança, continuarem a entender-se para que essa criança viva a fase entre os seus dois progenitores, se possível, e possa estar a par da sua situação; para que saiba que os seus pais, embora divorciados, se sentem ambos responsáveis por ela”.

Dolto fala de "compaixão vedante" e "compaixão estruturante". Compaixão vedante seria aquela "regressivadora", que quer poupar o outro de seus próprios sofrimentos; diferente da outra que implica em estar ao lado, a partir de uma identificação que não seja via culpa.

Falando da compaixão Dolto afirma:

"A ética do humano, na medida do seu desenvolvimento, leva-o a identificar-se com todos os seres da criação. A ética não é a moral. A moral é um código de comportamento; a ética sustenta uma intenção na sua mira, ela é o desejo e o sentido que dele decorre. A moral, seja ela aplicada de forma agradável ou desagradável, seja ou não nociva para outrem, provém de pulsões. A ética é assunto do sujeito, a moral é assunto do ego; o sujeito funda-se sobre o simbólico, enquanto que o ego está no imaginário, está a serviço do funcionamento."

"Para 'fazer o bem que se deseja’, é necessário poder falar de seu desejo de mal. Aliás, é isso que a cultura faz, em seu conjunto. Ela permite satisfações imaginárias (arte, literatura, esporte, ciência) e dá apaziguamento aos desejos, ao mesmo tempo que permite um enriquecimento de trocas na sociedade. Há no ser humano contradições, e todo desejo precisa poder ser falado. Há a realidade, há o imaginário, e também há essa vida simbólica que é o encontro de um outro com quem nos compreendemos, e com quem não estamos mais totalmente sozinhos diante de nossas contradições internas."

A teoria da “imagem inconsciente do corpo”, que explicou detalhadamente em toda sua complexidade em 1984, é uma das mais importantes idéias de Dolto.

A originalidade desta teoria se baseia na idéia de que, ao contrario do que se produz no caso de nosso esquema corporal, desde o estagio fetal se estrutura inconscientemente uma imagem do corpo, que é “a encarnação simbólica inconsciente do sujeito desejante” (Dolto, 1984).

Entenda-se assim: Simbolização das sensações corporais, com respeito a vários aspectos (os que conformam a imagem do corpo) e se si chama inconsciente é porque simplesmente com o passar do tempo fica reprimida, em particular a partir do estádio do espelho (antes não era consciente) e definitivamente logo depois da resolução Edípica.

Daí a idéia de organizar o melhor possível esta evolução da imagem inconsciente do corpo por meio de uma educação, uma humanização, o que ela chamou de “as castrações simbolígenas”.
Françoise Dolto desenvolveu o conceito de Imagem Corporal para falar de uma dimensão corporal – não a realidade carnal do contato com o mundo físico, que para a autora seria o Esquema Corporal – mas de uma dimensão que é animada pela comunicação relacional com os outros, as trocas linguageiras de sujeito para sujeito.

É certo que esse Esquema Corporal, do qual fala Dolto, é o meio para o sujeito objetivar sua imagem corporal, entretanto, a estruturação da imagem corporal se dá pela historicidade de cada sujeito, nas suas relações com os outros:
"A Imagem Corporal é a síntese viva de nossas experiências emocionais: inter-humanas, repetitivamente vividas através das sensações erógenas eletivas, arcaicas e atuais. É a cada momento, memória inconsciente de todo o vivido relacional, ao mesmo tempo, ela é atual, viva, em situação dinâmica, simultaneamente narcísica e inter-relacional: camuflável ou atualizável na relação aqui e agora" (Françoise Dolto).
“O nosso Esquema Corporal é uma realidade de fato, sendo de certa forma nosso viver carnal no contato com o mundo físico" (Françoise Dolto).

”O Esquema Corporal é, em princípio, o mesmo para todos os indivíduos (aproximadamente de mesma idade, sob um mesmo clima); a Imagem Corporal, em contra partida, é peculiar a cada um: está ligada ao sujeito e a sua história. Ela é especifica de uma libido, em situação de um tipo de relação libidinal” (Françoise Dolto).

“Daí, resulta que o Esquema Corporal é, em parte, inconsciente, mas também pré-consciente e consciente, enquanto a Imagem do Corpo é eminentemente inconsciente”. (Françoise Dolto)
A imagem do corpo seria a marca ou o vestígio, de uma modalidade particular de satisfação do desejo, de uma linguagem em particular, em distintas etapas do desenvolvimento. Estas marcas continuariam ativas durante toda nossa vida e nos permitiriam satisfazer nossos desejos dentro do contexto cultural.

O princípio do prazer pelo qual se guia a criança, se sustenta no apaziguamento das tensões internas e ao mesmo tempo que na elaboração de uma rede imaginária de comunicação. Esta rede é o que constituiria a imagem do corpo.

Estas imagens do corpo se manifestam permanentemente em todas as expressões do corpo, determina nossos comportamentos involuntários, sintomas, gostos, atrações, repulsões, formas de falar e de dizer, etc.

Com efeito, esta imagem inconsciente do corpo não é única nem estática, senão que se compõe de vários elementos:

- uma imagem de base; corresponde a uma noção de existir, de ser. Integra a noção de que seu corpo e seu ser estão unidos, que são o mesmo.
- uma imagem funcional; é uma imagem ativa, é a imagem das pulsões em busca de objetos simbólicos para a satisfação do desejo.
- uma imagem das zonas erógenas; é a imagem de um corpo sentido como orifício palpitante de prazer ou satisfação. Integra a relação com alguém em quanto é prazeroso ou desprazeroso.
- uma imagem dinâmica; busca articular e unir as três imagens anteriores de maneira coerente. Não tem imagem que lhe seja própria, sua representação seria a palavra desejo, é o sujeito com direito a desejar.

A idéia essencial é que existe uma vivência relacional arcaica que marca nossa memória a medida que nos estruturamos.

Dolto coincide com Lacan, quando afirma que esta estruturação só é possível a partir do momento no qual todas estas experiências arcaicas se verbalizam, quer dizer, se simbolizam.

Dolto afirma que

“... o esquema corporal especifica o indivíduo enquanto representante da espécie, quaisquer que sejam o lugar, a época ou as condições nas quais ele vive. É ele, o esquema corporal, que será o intérprete ativo ou passivo da imagem do corpo, no sentido de que ele permite a objetivação de uma intersubjetividade, de uma relação libidinal linguageira com os outros que, sem ele, sem o suporte que ele representa, permaneceria para sempre um fantasma não-comunicável”.

domingo, 3 de janeiro de 2010

TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS


Autoria: Alberto Paiva (Terapeuta Animal)

O relacionamento entre a criança/jovem e um animal de estimação é benéfico em vários aspectos da vida social, afetiva e intelectual.

Existem muitas vantagens que têm sido apontadas como decorrentes desse relacionamento, como: ajudar a desenvolver a capacidade da criança e do jovem de se relacionarem afetivamente com outras pessoas; desenvolver o sentido de responsabilidade na criança ou jovem, que possui um animal que depende dos seus cuidados; favorecer a aprendizagem de fatos fundamentais da vida, como o nascimento, a procriação e a morte de uma criatura viva; desenvolver a capacidade para lidar com os aspectos não verbais presentes no relacionamento social, ou seja, aprender a observar e interpretar a linguagem dos gestos, das posturas e dos movimentos, essencial no relacionamento criança ou jovem-animal; ajudar a desenvolver atitudes humanitárias na criança/jovem, em relação ao animal como um ser vivo;despertar a consciência ecológica e a responsabilidade ética da criança/jovem diante da natureza e dos seres vivos.
No decorrer dos últimos 15 anos, um novo papel tem sido descoberto para os animais na vida das crianças/jovens.
A literatura especializada tem mostrado como eles podem tornar-se auxiliares terapêuticos valiosos no tratamento de vários tipos de problemas físicos e psicológicos infantis/juvenis.
Diversos autores têm realizado investigações que nos levam a reconhecer, nos animais, mais um recurso no tratamento de crianças/jovens com problemas emocionais, de aprendizagem, de linguagem ou autistas.
Mesmo nas crianças/jovens que experimentam situações de stress apenas temporariamente, a companhia de um animal pode contribuir para avaliar a ansiedade e suprir o apoio emocional.
Outras investigações dentro desta área, foi constatado que os animais envolvidos no tratamento de crianças/jovens chegam a desempenhar um papel similar ao do próprio terapeuta. Um estudo realizado pela equipa de Mallon (1994), com 80 pacientes entre os 7 e os 26 anos de idade, num centro de tratamento onde residiam, revelou que essas crianças e jovens se relacionavam com os animais como se eles fossem "terapeutas" ou "co-terapeutas".
A motivação que levava a criança/jovem a se aproximar dos animais e mesmo o seu comportamento em relação a eles eram semelhantes aos motivos e ao comportamento direcionados ao terapeuta.
Estas crianças e jovens visitavam os animais quando se sentiam tristes ou com raiva, com o intuito de se sentirem melhor.
Os sujeitos também falavam, conversavam com os animais, com um sentimento de segurança podendo abordar os seus segredos e problemas pessoais, sem o medo de que essas confissões fossem transmitidas a outra pessoa.
São diversas as formas pelas quais a companhia de um animal pode auxiliar no tratamento de uma criança/jovem, diante de um problema físico ou psicológico. Certamente, o relacionamento entre a criança/jovem e o animal também pode gerar algumas dificuldades, riscos de algum ferimento ou transmissão de doenças mas, geralmente, os benefícios ainda superam essas desvantagens.

Os exemplos abaixo ilustram algumas das várias aplicações que têm sido utilizadas com animais no tratamento de crianças/jovens.

Recentemente, Katcher e Wilkins (1998) concluíram que os animais também poderiam ser um auxílio importante no tratamento de alterações comportamentais infantis e sugeriram integrar o contato com animais em programas de tratamento de crianças e adolescentes, particularmente nos casos de déficit grave de atenção, autismo infantil, hiperatividade e alterações de conduta (como agressividade excessiva).
Os autores apresentaram os resultados obtidos com mais de 50 sujeitos e concluíram que a terapia com auxílio de animais tem efeitos terapêuticos significativos, persistentes e amplos em crianças e adolescentes.

sábado, 2 de janeiro de 2010

TRANSTORNO DE CONDUTA


DEFINIÇÃO:Transtorno de Conduta, para ser considerado esse comportamento deve alcançar violações importantes, além das expectativas apropriadas à idade da pessoa e, portanto, de natureza mais grave que travessuras infantis ou rebeldia normal de um adolescente.
O tipo de comportamento delinqüêncial parece preocupar muito mais os outros do que a própria criança que sofre da perturbação. Ela pode não ter consideração pelos sentimentos alheios, direitos e bem estar dos outros, faltando-lhe um sentimento apropriado de culpa e reparação dos atos. Há, normalmente uma demonstração de comportamento insensível, podendo ter o hábito de acusar seus companheiros e tentar culpar qualquer outra pessoa ou circunstância por suas eventuais más ações.
Elas podem também exibir um comportamento de provocação, ameaça ou intimidação, podem iniciar lutas corporais freqüentemente, inclusive com eventual uso de armas capazes de causar sério dano físico, como por exemplo, tacos e bastões, tijolos, garrafas quebradas, facas ou mesmo arma de fogo.
Outra característica é a crueldade com pessoas e/ou animais, não é raro que a violência física pode assumir a forma de estupro, agressão ou, em casos raros, homicídio.
Esse comportamento pode ser agrupado em 4 tipos principais:
1.conduta agressiva que causa ou ameaça danos a outras pessoas e/ou animais;
2. conduta não-agressiva mas que causa perdas ou danos a propriedades;
3. defraudação e/ou furto;
4. violações de regras.

DIAGNÓSTICO de Transtorno de Conduta deve ser feito muito cuidadosamente, por profissionais da área de saúde; tendo em vista a possibilidade dos sintomas serem indício de alguma outra patologia, como por exemplo, o Retardo Mental, Episódios Maníacos do Transtorno Afetivo Bipolar e mesmo a Esquizofrenia. Devido à tendência dessas pessoas em manipular o ambiente e a minimizar seus comportamentos, o profissional precisa recorrer a mais informações para avaliar com precisão o quadro clínico.
Atualmente a psiquiatria tende a considerar dois subtipos de Transtorno da Conduta:

INÍCIO NA INFÂNCIA: Aparece antes dos 10 anos. Os portadores desse tipo são, em geral, do sexo masculino, freqüentemente demonstram agressividade física para com outros, têm relacionamentos perturbados com seus pais, irmãos e colegas, podem ter concomitantemente um Transtorno Desafiador Opositivo e geralmente apresentam sintomas que satisfazem todos os critérios para Transtorno da Conduta antes da puberdade. Esses indivíduos estão mais propensos a desenvolverem o Transtorno de Personalidade Anti-Social na idade adulta.

INÍCIO NA ADOLESCÊNCIA. Em comparação com o Início na Infância, esses indivíduos estão menos propensos a apresentar comportamentos agressivos e tendem a ter relacionamentos mais normais com seus familiares e colegas. Eles também estão menos propensos a desenvolverem um Transtorno da Personalidade Anti-Social na idade adulta. Aqui a incidência entre homens e mulheres é quase o mesmo.

NÍVEIS DE GRAVIDADE
· Leve Há poucos problemas de conduta, e tais problemas causam danos relativamente pequenos a outros, tais como, por exemplo, mentiras, indisciplina escolar, permanência na rua à noite sem permissão.
· Moderado O número de problemas de conduta e o efeito sobre os outros são intermediários entre "leves" e "severos", onde já pode haver furtos sem confronto com a vítima, vandalismo, uso de fumo e/ou outra droga.
· Severo Muitos problemas de conduta estão presentes, problemas que causam danos consideráveis a outros, tais como, sexo forçado, crueldade física, uso de arma, roubo com confronto com a vítima, arrombamento e invasão.

PREVALÊNCIA: O Transtorno de Conduta é mais freqüente nas classes sociais mais baixas, notadamente em famílias que apresentem concomitantemente instabilidade familiar, desorganização social, alta mortalidade infantil e uma quantidade desproporcional de doenças mentais graves. Mas temos constato índices nas famílias de classe média e alta.
A prevalência em homens com menos de 18 anos, taxas que variam de 6 a 16%; para as mulheres, as taxas vão de 2 a 9%.

PROGNÓSTICO: O Transtorno da Conduta pode iniciar já aos 5 ou 6 anos de idade, mas habitualmente aparece ao final da infância ou início da adolescência. O início após os 16 anos é raro. Felizmente, na maioria dos portadores o Transtorno de Conduta apresentam remissão na idade adulta mas, uma proporção substancial de pessoas continua apresentando, na idade adulta, comportamentos próprios do Transtorno Anti-Social da Personalidade.
Muitos indivíduos com Transtorno da Conduta, particularmente aqueles com Início na Adolescência e aqueles com sintomas mais leves e em menor número, conseguem um ajustamento social e profissional na idade adulta. O início muito precoce indica um pior prognóstico e um risco aumentado de Transtorno Anti-Social da Personalidade e/ou Transtornos Relacionados a Substâncias na vida adulta.

DIAGNÓSTICO
Devem estar presentes os comportamentos abaixo, no mínimo num período de pelo menos 6 meses, e representar um padrão repetitivo e persistente.
1.Roubo sem confrontação com a vítima em mais de uma ocasião (incluindo falsificação).
2.Fuga de casa durante a noite, pelo menos duas vezes enquanto vivendo na casa dos pais (ou em um lar adotivo) ou uma vez sem retornar.
3. Mentira freqüente (por motivo que não para evitar abuso físico ou sexual).
4. Envolvimento deliberadamente em provocações de incêndio.
5. Indisciplina freqüentemente na escola (para pessoa mais velha, ausência ao trabalho).
6. Violação de casa, edifício ou carro de uma outra pessoa.
7. Destruição deliberadamente de propriedade alheia (que não por provocação de incêndio).
8. Crueldade física com animais.
9. Forçar alguma atividade sexual com ele ou ela.
10. Uso de arma em mais de uma briga.
11. Freqüentemente inicia lutas físicas.
12. Roubo com confrontação da vítima (por exemplo: assalto, roubo de carteira, extorsão, roubo à mão armada).
13. Crueldade física com pessoas.

CAUSAS
Não está estabelecida ainda uma causa única para o Transtorno de Conduta. Uma multiplicidade de diferentes tipos de estressores sociais e a vulnerabilidade de personalidade parece associado com esses comportamentos anti-sociais.
Observa-se, variavelmente, que muitos pais de delinqüentes sofrem de psicopatologias‚ assim como também uma incidência variável de abuso físico e ou emocional ou sérias privações ambientais de continência humana, que pode ser desses pais para com os filhos ou mesmo entre o casal. As histórias de crianças com perturbações comportamentais graves revelam, muitas vezes, um quadro de abuso físico e/ou sexual por adultos, geralmente os pais e padrastos.
Uma das ocorrências neuropsiquiátricas mais comumente encontradas nos Transtornos de Conduta é o de Hiperatividade com Déficit de Atenção, outras vezes como componente atípico de uma depressão moderada ou grave. Parece haver também alguma evidência de portadores de Transtornos de Conduta tenderem a escores mais baixos em testes de inteligência.

TRATAMENTO
Os portadores de Transtornos de Conduta ainda não possuem um tratamento efetivo e reconhecido especificamente para esse estado. Precisamos considerar desde a gravidade e comprometimento do caso, até situações de breve intervenção medicamentosa.
Basicamente as intervenções são: psicoterapia individual ou grupal, grupos de orientação e apoio, psicofarmácos, centros de convivência ocupacional, laborativo ou terapêutico, lares substitutos.

[Escrito por: Marina S. Rodrigues Almeida
Psicóloga, Psicopedagoga e Pedagoga]

A WEB ESTÁ MUDANDO O CÉREBRO DAS CRIANÇAS



















Ainda não existem respostas exatas. Mas alguns cientistas estudam a possibilidade de o uso da internet e da tecnologia por crianças estar alterando a maneira como nossos cérebros funcionam.
Na verdade, o processo cognitivo que faz o nativo digital se destacar tanto na habilidade com tecnologia é conhecido pelos cientistas, e acontece não só com esse tipo de aprendizado. "A tecnologia é uma linguagem, e as crianças já nascem em contato com essa linguagem. A criança cria redes neuronais muito facilmente, para qualquer linguagem e habilidade", explica o neurologista e psiquiatra infantil Jairo Werner, da Universidade Federal Fluminense. De acordo com ele, os nativos digitais aprendem a imergir na linguagem tecnológica como aprendem sua primeira língua. Eles são os ‘falantes nativos’ dessa ‘língua’, enquanto a geração anterior precisou aprendê-la depois que as redes neuronais já estavam formadas. O neocórtex, região localizada no lobo frontal do cérebro dos mamíferos, é responsável por esse tipo de aprendizado. "(Nas crianças) funções novas estão prontas para serem acolhidas ali, e não há limitação ou alteração. A pessoa constrói uma rede neuronal que vai ser acionada sempre que for solicitada".

Mas há quem acredite que a nova geração não está diferente só nos hábitos. O psiquiatra Gary Small, diretor do Centro de Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e autor do livro iBrain: Surviving the Technological Alteration of the Modern Mind ("iBrain: sobrevivendo à alteração da mente moderna pela tecnologia", ainda sem tradução para o português) defende que o cérebro dos nativos digitais passa muito tempo dedicado a tarefas relacionadas à tecnologia. Portanto, essas crianças carecem de contato social, o que as faria deficientes em habilidades cognitivas de comunicação, como por exemplo identificar sentimentos na entonação da voz ou expressões faciais. Logo, os impulsos ligados a essas atividades poderiam estar perdendo força.

A terapeuta familiar Roberta Palermo, por sua vez, aponta o lado bom de usar o computador para bater papo. "Tudo bem conversar via MSN se também houver os momentos de conversa pessoalmente. O MSN pode ser um canal facilitador para o diálogo quando os pais ou os jovens sentem dificuldade para falar pessoalmente o que causa angústia, pode ser o início de uma conversa que será finalizada pessoalmente."

Small também observou que pesquisar no Google ativa áreas no cérebro mais extensas que normalmente não são estimuladas durante a leitura. Seus estudos demonstraram que crianças são melhores tomadores de decisões e têm capacidade maior de lidar com vários estímulos sensoriais ao mesmo tempo. Mas ainda é cedo para dizer com certeza como isso vai mudar o cérebro delas.

E mesmo para quem não é tão amigo da internet, há uma notícia boa: áreas novas do cérebro são estimuladas com uma ou duas semanas de uso do Google. Isso sugere que pessoas de meia-idade também podem desenvolver sua capacidade cerebral com o uso da internet, mesmo se nunca tiverem encostado num mouse antes.

Fonte Estadão

TIRAR OU NÃO TIRAR DO BERÇO?



Nem sempre tirar o bebê do berço quando ele começa a chorar é o melhor caminho para que ele volte a dormir. A conclusão é de um estudo feito por médicos israelenses publicado na revista Child Development. Segundo os pesquisadores, quanto mais os pais tentam fazer o filho dormir fora do berço para colocá-lo no local em seguida, pior será a qualidade do sono da criança durante os primeiros anos de vida.

O estudo acompanhou o sono de 85 famílias com filhos pequenos e identificou que, além do padrão de sono da família inteira sofrer alteração, os pais que pegam o bebê no colo toda vez que ele chora são mais ansiosos que aqueles que acreditam que o filho irá voltar a dormir sem interferências. Os pesquisadores também afirmam que bebês que recebem atenção demasiada dos pais, quando acordam no meio da noite, podem se tornar crianças que não dormem a noite inteira após um ano de idade.

Dentro da lista de hábitos que prejudicam a qualidade de sono do bebê e de toda a família, está a alimentação que não respeita horários e deixá-lo dormir na cama dos pais. Quando o bebê chorar de madrugada, aguarde. Muitas vezes ele volta a dormir sozinho. Apenas em último caso vá ao seu quarto acalmá-lo. Evite levá-lo para dormir com você. Do contrário, ele repetirá o choro todas as noites. Segundo os pesquisadores, deixar de verificar se o bebê está bem não é o foco do estudo. Mas, como muitas vezes o bebê desperta simplesmente por se mexer ou sonhar, é preciso dar espaço para que ele volte a dormir sozinho.

Fonte Minha Vida

A IMPORTÂNCIA DE TIRAR A CHUPETA E A MAMADEIRA

A chupeta e mamadeira devem ser retiradas até os dois anos de vida. A partir desta fase, a chupeta, além de não ter função nenhuma, pode atrapalhar o alinhamento dos dentes e da correta movimentação da língua durante a fala, causar flacidez da musculatura facial e favorecer a presença de respiração bucal. Quanto maior a duração, freqüência e intensidade com que a criança utilize os hábitos bucais (chupeta, dedo, mamadeira), maiores poderão ser essas alterações.


Dicas úteis

Após os 12 meses, ir substituindo a mamadeira pelo copo com canudo. Quando o bebê adormecer e parar de sugar a chupeta, retirá-la da boca. Evite deixar a criança a partir dos 6/7 meses de idade com a chupeta enquanto ela estiver acordada, pois esta só funcionará como uma rolha , prejudicando a fala.


A importância da mastigação

A mastigação é uma função condicionada e aprendida, necessitando de treino. Isso se iniciará a partir do sexto ou sétimo mês de vida independente dos primeiros dentes já terem erupcionados. Deve-se oferecer à criança, mordedores de látex incolor, tirinhas de carne e pedaços de pão. As papinhas e legumes devem ser apenas amassados com garfo e oferecidos com a colher pequena (a grande dificulta o vedamento labial e não cabe na boca do bebê). A dentição decídua ( de leite ) estará completa apenas aos três anos, mas a criança a partir de um ano e meio de idade já pode se alimentar de forma semelhante ao adulto com os dentes que possui e a gengiva, realizando uma etapa importante no amadurecimento da mastigação.


Dicas úteis

Dê preferência a alimentos mais consistentes e fibrosos, como cenoura e beterraba, frutas com casca, pão francês etc. porque eles auxiliam e fortalecem os músculos e ossos da face. Assim que o pediatra liberar, ofereça todos os tipos de alimentos: cereais, grãos, verduras, frutas, legumes, carnes etc. Deste modo, ele terá a chance de conhecer e apreciar os mais variados tipos de sabores, consistências e texturas. Permita que o bebê faça as refeições junto com toda a família a partir do momento em que ele sente no cadeirão. Respeite o horário e local de alimentação. Evite que ele se alimente sozinho em frente à televisão. Evite substituir as refeições por lanches e salgadinhos. Esses alimentos podem ser gostosos, mas não exigem da criança um esforço para mastigar e exercitar a região oral.

Fonte Minha Vida

 
©2007 Elke di Barros Por Templates e Acessorios